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10/11/2025 | 16h54 - Atualizada em 10/11/2025 | 16h55

I Colóquio de Integração Internacional Amazônia e África é realizado na Alepa

Reportagem: Rodrigo Nicolau- AID - Comunicação Social

Edição: Dina Santos- AID - Comunicação Social

No período em que Belém sedia a 30° Conferência do Clima da ONU sobre Mudanças Climáticas, nesta segunda-feira, 10 de novembro, o Poder Legislativo do Pará realizou no plenário multiuso a abertura do I Colóquio de Integração Internacional Amazônia e África. O encontro, presidido pelo deputado Carlos Bordalo (PT), teve como tema ''Conexões Amazônia e África por Justiça Climática: Reconhecimento, Reparação e Direitos Humanos por um Futuro Justo e Solidário''.

Compuseram a mesa autoridades convidadas como Carlos Lopes, enviado especial da presidência da COP 30 para o continente Africano; Esterline Gonçalves Género, Embaixador de São Tomé e Príncipe em Portugal e no Brasil; professor Sebastião dos Santos, representando a Universidade de Luanda; Dra. Lilian de Oliveira, promotora do Ministério Público do Estado; Miguel de Barros, diretor executivo da ONG Tiniguena e ativista na Guiné-Bissau; Elza Rodrigues, representando o Cedenpa; e Michele Borcem, vice-prefeita do município de São Domingos do Capim.

Na abertura do evento, o deputado Carlos Bordalo celebrou a realização do Colóquio na semana que o Estado sedia a COP 30. ''Reunimo-nos hoje não apenas para celebrar um encontro acadêmico e científico, mas para firmar um marco político-histórico. Este Colóquio, realizado às vésperas da COP 30, é um chamado ao reconhecimento, à memória histórica, à reparação e à justiça climática''.

''O encontro de hoje é um ato de reconhecimento histórico, um gesto de reparação simbólica e política e uma aposta numa aliança internacional capaz de enfrentar a crise climática a partir dos povos que mais sofrem com seus efeitos. Que possamos fortalecer os nossos compromissos com a defesa da floresta viva, a proteção das águas e da biodiversidade, a afirmação dos direitos humanos; a valorização dos saberes ancestrais; e a luta incansável contra o racismo, o colonialismo e as desigualdades'', concluiu o parlamentar.

Carlos Lopes, enviado especial da presidência da COP 30 para o continente Africano, agradeceu o convite recebido pelo Poder Legislativo para participar de um capítulo histórico de diplomacia entre a África e o Brasil. ''O evento de hoje pode ser considerado um marco histórico, sendo de uma importância grandiosa justamente no período que Belém sedia a COP 30. O colóquio possibilita o intercâmbio entre lideranças africanas e amazônicas, nos permitindo, assim, tratar sobre as questões climáticas e científicas de fundamental importância para toda a humanidade'', contou.

Lopes lamentou a ausência dos Estados Unidos das discussões sobre o clima durante a realização da COP. ''Um dos países que mais emite gases para o efeito estufa, os Estados Unidos, simplesmente se ausentou das discussões sobre o clima aqui na Amazônia e saíram das negociações alegando que não acreditam nas mudanças climáticas, que como bem sabemos, o mundo vem enfrentando fortemente'', frisou Carlos Lopes.

O Embaixador Esterline Gonçalves Género expressou sua alegria em participar do evento que celebra a união de forças entre a Amazônia e a África. ''Gostaria de agradecer profundamente o convite do deputado Bordalo para participar desse momento de união entre a África e o Brasil. Que este momento vivido por nós, aqui na sede do Poder Legislativo, bem como, os que tiveram início no Parque da Cidade, na realização da COP, seja de muita reflexão, nos permitindo que unamos forças, juntando cada vez mais os países do continente global para debatermos e encontrarmos soluções sobre as mudanças climáticas e toda nossa natureza'', pontuou o embaixador.

''O evento de hoje foi muito positivo e, sem dúvidas, muito necessário. O Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência da Angola em novembro de 1975, celebrando assim, cinco décadas da nossa independência, portanto, na celebração de hoje, fortalecemos os laços entre esses dois povos que se respeitam e caminham juntos'', destacou o professor Sebastião dos Santos.