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Na Alepa, União Interparlamentar (UIP) defende ações concretas de combate às mudanças do clima
Reportagem: Rodrigo Nicolau- AID - Comunicação Social
Edição: Dina Santos- AID - Comunicação Social
Durante a tarde desta sexta-feira, 14 de novembro, no auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), aconteceram os dois últimos painéis da Reunião Internacional da União Interparlamentar (UIP). O encontro integra a programação da COP 30, em Belém, numa coorganização conjunta da UIP com o Parlamento do Brasil - Senado Federal e Câmara dos Deputados. O encontrou debateu como os parlamentos podem transformar os compromissos climáticos em ações concretas para cada país.

A sessão de abertura teve como tema ''Gases não carbônicos em Foco: Ação Parlamentar sobre o Metano”. A mesa foi composta por: Mitch Reznick, diretor de Renda Fixa Sustentável da Federadet Hermes; Henrique Bezerra, líder regional para a América Latina da Global Methane Hub; Juan Pablo, representando a plataforma parlamentar de Ação Climática contra o Metano; e Holly Schofield, do secretariado da UIP.
Na ocasião, foram debatidas ações para reduzir as emissões de metano, um dos poluentes responsáveis pelo aquecimento global no planeta. A sessão observou a atuação dos parlamentos no mundo por meio de legislação, fiscalização e ação orçamentária nos setores da agricultura, energia e resíduos.

Reznick conduziu o lançamento do ''Guia Global dos Parlamentares sobre Mudanças Climáticas e Soluções Climáticas. Segundo ele, ''Essa publicação, fornece importantes evidências visando transformar as inúmeras ambições projetadas por nós em concretas ações nacionais, tendo sido elaborada especialmente para os parlamentares. No guia, encontramos informações sobre como podemos proteger a nossa biodiversidade e, cita, também, acerca da garantia das transições justas e inclusivas'', pontuou Reznick.

Henrique Bezerra destacou a importância de pautar, na COP 30, os graves riscos das mudanças climáticas causados pela emissão de metano para todo o planeta. ''Como bem sabemos, o metano é responsável por um terço do aquecimento global e da grave crise climática que estamos presenciando. Precisamos mitigar essas ações agora para vermos resultados concretos daqui a décadas. Precisamos salvar o planeta'', observou Bezerra.

O segundo painel da tarde abordou o tema ''Promovendo a Ação Climática Equitativa: Abordagens Parlamentares para Soluções Centradas na Saúde e com Perspectiva de Gênero''. O painel foi conduzido por Flávia Bustreo, ex-diretora geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Mulheres e Crianças; Julia Bunting, diretora da divisão de Programas do Fundo de População das Nações Unidas e da deputada Federal do Estado de Minas Gerais, Célia Xakriabá.
A sessão destacou como os parlamentos do mundo podem promover respostas climáticas que protejam a saúde e avancem na igualdade de gênero, incentivando a liderança feminina no debate sobre o clima e gerando oportunidades de trabalho na economia verde. Representando o parlamento brasileiro, a Senadora Leila Barros, do Distrito Federal, pontuou ''Nossa ação parlamentar deve ser muito clara e transformadora – incluir as mulheres na formulação, na execução e no financiamento dessas políticas climáticas que estamos pautando. Que a COP da Amazônia seja um marco para o reconhecimento do papel das mulheres na transição ecológica, como lideranças políticas, científicas, de agricultoras e verdadeiras guardiãs do conhecimento tradicional'', expressou a senadora brasileira.
No encerramento oficial da sessão, acompanhado do Deputado Federal Cláudio Cajado, o Senador Humberto Costa, leu o relatório do documento que será entregue à Cúpula do Clima da ONU, observando as questões debatidas durante a Reunião Internacional da União Interparlamentar, em Belém.
