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Alepa promove curso de letramento racial e amplia debate sobre combate ao racismo estrutural
Reportagem: Carlos Boução- AID - Comunicação Social
Edição: Andreza Batalha- AID - Comunicação Social
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) realizou, nesta quarta-feira (08), mais uma etapa do curso de letramento racial “Raízes da Igualdade”. Iniciativa da Comissão de Direitos Humanos, o evento reuniu servidores, estudantes, advogados e membros da sociedade civil para discutir o racismo estrutural e institucional. Com 100 participantes, a formação ocorreu na sala multiuso da Casa e marcou a segunda turma do projeto, que se consolida como uma ação permanente de educação em direitos humanos no Legislativo estadual. 
O curso foi ministrado pela professora e advogada Lígia Barreto de Amaral Cipriano (FACI), que destacou o caráter contínuo da proposta. “O letramento racial é um processo permanente de educação para combater o racismo estrutural que atravessa toda a sociedade”, afirmou. A docente também ressaltou a importância da participação acadêmica: “Trazer estudantes de Direito, Sociologia e História amplia o alcance do debate. O letramento não deve se restringir ao ambiente institucional”, pontuou.
A iniciativa parte do princípio de que a promoção da igualdade racial é um dever constitucional, o que exige ações perenes do poder público. Nesse sentido, o projeto busca qualificar a atuação da Alepa ao incorporar a análise de impacto racial na produção legislativa e fortalecer o controle social das políticas públicas. 
Durante a formação, a palestrante utilizou, além da cartilha de letramento racial, a escuta ativa como método, estimulando relatos que serviram de base para aprofundar o debate sobre preconceitos históricos e sociais. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Carlos Bordalo, reforçou a necessidade de reflexão interna. “O fato de estarmos no Poder Legislativo não nos isenta de reconhecer que o racismo também está presente nas instituições”, afirmou o parlamentar, ressaltando que não basta ser não racista, é preciso ser antirracista.
