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Alepa aprova projetos que tornam manifestações e monumentos Patrimônio Cultural do Pará
Reportagem: Andrea Santos- AID - Comunicação Social
Edição: Andreza Batalha- AID - Comunicação Social
Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovaram, na manhã desta terça-feira (14), quatro Projetos de Lei (PLs) que reconhecem novas manifestações e monumentos como Patrimônio Cultural do Estado. Entre as propostas, destaca-se o PL nº 704/2024, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten, que declara o Grupo Folclórico Amazônia, de Ananindeua, como patrimônio cultural e artístico paraense.
Fundado em 22 de março de 1989, o grupo tem como objetivo promover e estimular atividades folclóricas, resgatar a cultura regional e elevar o conhecimento sobre as tradições amazônicas, mantendo o intercâmbio com coletivos de finalidades semelhantes. 
Também foi aprovado o PL nº 464/2025, do deputado Ângelo Ferrari, que reconhece como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará o Festival Folclórico Alenquerense e os grupos Zé Matuto e Matutando em Férias, do município de Alenquer. Na sequência, o plenário acatou o PL nº 510/2025, de autoria do deputado Ronie Silva, que torna Patrimônio Cultural a Igreja Matriz de Santo Antônio, localizada na Vila Santo Antônio do Prata, em Igarapé-Açu.
A igreja é um dos principais marcos históricos do município. Construída em 1912 por missionários capuchinhos, a edificação foi inicialmente dedicada à catequese dos povos indígenas Tembé/Tenetehara. Posteriormente, o templo ofereceu assistência espiritual a pacientes com hanseníase internados na primeira colônia agrícola do Brasil destinada ao tratamento da doença. Com estrutura sólida e elementos originais preservados, como as portas espessas e a fachada austera, o prédio é um símbolo da resistência e coesão da comunidade local.
Por fim, os parlamentares aprovaram o PL nº 64/2026, do deputado Luth Rebelo, que declara a Festividade de São Benedito de Gurupá como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial. Popularmente conhecida como "Dezembrada", a celebração ocorre em dezembro com procissões fluviais e ritos religiosos, atraindo milhares de fiéis do Marajó e do Amapá, refletindo a fé ribeirinha e a herança afro-brasileira.
