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Notícia do deputado Carlos Bordalo

As informações contidas nesta seção são de responsabilidade da assessoria do próprio deputado.

28/04/2026 | 10h25 - Atualizada em 28/04/2026 | 10h25

Bordalo propõe reconhecimento dos ofícios e saberes do Ver-o-Peso como patrimônio imaterial do Pará

Reportagem: Heloiá Carneiro

Edição: Carlos Bordalo




O deputado Bordalo (PT) apresentou nesta terça-feira (28), um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) que propõe o reconhecimento dos ofícios, atividades e setores do Complexo do Ver-o-Peso, em Belém, como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará.


A proposta busca valorizar e proteger os saberes tradicionais mantidos diariamente por feirantes, erveiros, pescadores, carregadores, comerciantes e trabalhadores informais que fazem do Ver-o-Peso um dos principais símbolos da cultura paraense e amazônica.


O Complexo do Ver-o-Peso reúne 27 tipos de espaços e setores onde se preservam práticas comerciais, relações de convivência e conhecimentos transmitidos entre gerações. Mais do que um centro de comércio popular, o local representa memória, pertencimento e resistência cultural.


Segundo Bordalo, reconhecer oficialmente essas atividades significa fortalecer a identidade do povo paraense e garantir a preservação de práticas históricas que sustentam a economia popular.


“O Ver-o-Peso não é apenas um cartão-postal de Belém, é um território vivo da nossa cultura, da nossa ancestralidade e da resistência do povo paraense. Ali estão presentes saberes que atravessam gerações e que precisam ser reconhecidos, valorizados e protegidos pelo Estado”, destacou o parlamentar.


O projeto também se fundamenta no artigo 216 da Constituição Federal, que define como patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial ligados à identidade, à memória e à formação dos diferentes grupos sociais.


Para o deputado, a preservação do patrimônio imaterial não acontece apenas pelo reconhecimento formal, mas principalmente pelo fortalecimento das condições que permitem que esses saberes continuem vivos no cotidiano.


“Quando defendemos os trabalhadores e trabalhadoras do Ver-o-Peso, estamos defendendo também a cultura popular, a economia local e a memória coletiva do nosso povo. Esse projeto é um compromisso com a preservação da nossa identidade amazônica”, afirmou Bordalo.

A proposta reforça o papel do Ver-o-Peso como espaço de resistência cultural em meio às transformações urbanas e sociais, assegurando que suas práticas tradicionais continuem sendo transmitidas às futuras gerações.