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Alepa declara obra do fotógrafo Luiz Braga como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará
Reportagem: Andrea Santos- AID - Comunicação Social
Edição: Dina Santos- AID - Comunicação Social

Conhecido como o "Fotógrafo da Amazônia", Luiz Braga desenvolve sua obra como um diário fotográfico da paisagem e da vida amazônica, com foco na vida cotidiana, simbólica e nas interseções entre a natureza, arquitetura e o humano. Sua linguagem visual flutua entre o documental e o abstrato, desafiando estereótipos comuns sobre a região. Notabiliza-se pelo uso expressivo da luz equatorial e das cores vibrantes dos portos e periferias urbanas da Amazônia, diferenciando-se da visão tropical romantizada que costuma ser reproduzida. O fotografo domina também a fotografia em preto e branco, como na série Nightvisions, com uso criativo do infravermelho digital. O fotógrafo representou o Brasil na 53º Bienal de Veneza (2009) e venceu prêmios como Leopold Godowsky Jr. Color Photography, Nikon Photo Contest International e o Prêmio Marcantonio Vilaça.

Luiz Braga realizou exposições em instituições como a Galeria Leme, Instituto Tomie Ohtake, MAM-SP, SESC Pinheiros e Museu da UFPA. Participou de coletivas marcantes como Histórias AfroAtlânticas (MASP), Brasil Futuro (Museu Nacional), e O Elogio da Vertigem (Maison Européenne de la Photographie, Paris). Suas obras integram acervos do Pérez Art Museum (Miami), MASP, Pinacoteca de São Paulo e outros.' Produziu grande acervo técnico e artístico sobre os povos ribeirinhos, sobre a arte e cultura amazônica, em especial do povo marajoara. Promove encontros chamados "Vivência Marajó", imersões na cultura, história, arte e natureza do território marajoara.
