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Notícia FRTPA
Fundação Rádio e TV Alepa participa da cobertura nacional das eleições 2026 e revela os desafios de votar na Amazônia
Reportagem: Shirley Castilho- FRTPA - Comunicação
Edição: Shirley Castilho- FRTPA - Comunicação
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), através da Fundação Rádio e TV Alepa participou da cobertura nacional da TV e Rádio Senado, mostrando de forma inédita, os bastidores do segundo turno das eleições de 2026, que acontece neste domingo, 25, destacando não apenas a movimentação eleitoral, mas também os desafios de uma votação realizada em um território de dimensões continentais.
Na Amazônia, o caminho até a urna
pode começar muito antes do amanhecer. Entre rios, estradas e comunidades
distantes, o exercício da democracia também é marcado por cenários que nem sempre aparecem nas transmissões
eleitorais. E foi com esse olhar que a equipe formada por Gabriel Oliveira, Rodrigo
Nicolau e Raphael Guimarães apresentaram alguns fragmentos vividos pelos
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Raphael Guimarães acompanhou os trabalhos relacionados à segurança durante as eleições, destacando as medidas adotadas para garantir a tranquilidade do processo eleitoral. Já Gabriel Oliveira abordou os desafios da logística eleitoral no Pará, especialmente diante das dificuldades de acesso a comunidades distantes e dos riscos provocados pela estiagem e pelas queimadas em diferentes regiões do estado. A cobertura também deu destaque à acessibilidade, ressaltando a importância de assegurar o direito ao voto às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Nesse contexto, foi apresentado o projeto-piloto “Seu Voto Importa”, que foi Instituído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aplicado em parceria pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), em uma iniciativa alinhada às diretrizes de inclusão da Justiça Eleitoral. A ação, que disponibilizou transporte gratuito e adaptado no primeiro turno, teve continuidade no segundo, reforçando o compromisso com uma eleição mais acessível, inclusiva e democrática.
No outro ponto da cobertura, Rodrigo Nicolau abordou os índices de abstenção
registrados no primeiro turno das eleições de 2026. Durante a análise, destacou
que mais de um milhão de paraenses deixaram de comparecer às urnas, número
correspondente a 19,01% do eleitorado do estado, conforme os dados
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A presidente da Fundação Rádio e TV Alepa, Haynna Hálex, explicou que a proposta da cobertura foi mostrar o outro lado das eleições: a realidade amazônica, onde a geografia impõe desafios à mobilidade e transforma o deslocamento de eleitores e equipes envolvidas no processo eleitoral em uma verdadeira operação logística. ‘’ A gente mostrou que entre rios e distâncias, o desafio de exercer a cidadania deve ser valorizado’’, disse.
No Pará, os rios são mais do que elementos da paisagem. São caminhos que conectam comunidades, transportam pessoas e fazem parte da rotina de milhares de famílias.
Em muitas localidades, chegar ao local de votação exige viagens de barco, travessias fluviais e longos percursos. A realidade é diferente daquela encontrada nos grandes centros urbanos, onde as seções eleitorais costumam estar a poucos minutos de casa.
Essas particularidades tornam a organização das eleições na Amazônia um desafio que envolve planejamento, transporte, comunicação e superação das barreiras geográficas.
Ao colocar essa realidade em evidência, a cobertura da Fundação Rádio e TV Alepa ampliou o olhar sobre o processo eleitoral, mostrando que a democracia também precisa vencer distâncias para chegar a todos os cidadãos.
Vale ressaltar a importância da Fundação Rádio e TV Alepa em mostrar que por trás de cada eleição existe uma estrutura que vai muito além da votação. São profissionais envolvidos na organização do pleito, equipes de apoio, agentes de segurança e trabalhadores responsáveis por garantir o funcionamento do processo eleitoral.
Na Amazônia, esse trabalho ganha características próprias. As condições de deslocamento, as dificuldades de acesso a determinadas comunidades e a necessidade de integração entre diferentes meios de transporte revelam a complexidade de realizar eleições em um estado como o Pará.
A cobertura especial buscou valorizar justamente esses aspectos, aproximando o público de uma realidade pouco conhecida por quem acompanha as eleições apenas pelos números da apuração.
As informações contidas nesta seção são de responsabilidade da FRTPA.
