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Superintendente da Fundação Carlos Gomes é arguida na Alepa
Reportagem: Andrea Santos
Edição: Syanne Neno
"Uma maneira de educar, o grande trunfo da música é ser um elemento educador, mas sem a pressão, é lazer. Trabalhar com música é milagroso no processo de educação, acredito em um trabalho musical para mudar a vida de diversas crianças, jovens e adolescentes. Vou tentar ampliar o que já existe de trabalho na Fundação, mas para isso preciso de apoio desta Casa de Leis. Vou fortalecer a estrutura da instituição, esse é o primeiro passo, vamos recriar o ensino básico com uma metodologia da prática para a teoria. A música na vida das pessoas representa a sua história, o seu primeiro contato musical é aquele que fará parte da sua vida", disse a professora Glória Caputo, superintendente da Fundação Carlos Gomes, arguida durante uma Sessão Especial na manhã desta quarta-feira (21.08), na Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
Gloria Caputo é conhecida como uma pessoa emblemática dentro da cultura do Pará, é referência nacional e internacional. É educadora musical, nascida em Belém, onde iniciou e concluiu os estudos de piano com título de honra na classe da professora Doris Azevedo, tendo-lhe conferido pelo Conservatório Carlos Gomes, em 1966, o grau de professora de piano. No mesmo conservatório fez sua pós-graduação em piano, no qual recebeu o título de honra "Carlos Gomes". Fez vários outros aperfeiçoamentos no Estados Unidos. Em 1983 foi diretora do Instituto Carlos Gomes, em Belém, onde permaneceu até 1986, criando em setembro do mesmo ano a Fundação Carlos Gomes, onde ocupou o cargo de superintendente de setembro de 1986 a abril de 1996. Neste período foi mentora de inúmeros projetos e conjuntos musicais. Em 1988 criou a Orquestra de Câmara do Pará, interiorizou e levou a música a várias escolas da capital e do interior do Estado a partir de 1991. Entre os anos de 1996 a 2009 foi professora do curso de bacharelado da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Exerceu por mais de 20 anos o cargo de Presidente da Fundação Amazônica de Música – FAM, instituição que vem desenvolvendo desde 2004 o Projeto Vale Música, trabalho social que reúne 250 crianças da rede pública de ensino da região metropolitana, com idade entre sete e 25 anos, distribuídos entre os cursos de musicalização, coro infantojuvenil, instrumentos de banda e orquestra.
"Parabenizo a professora Glória Caputo, a primeira gestora que veio a este parlamento encarar e mostrar para que veio, estamos à disposição da Fundação no que for necessário para implementar a banda de música nos bairros, isso é ajudar a diminuir a violência nos bairros da Região Metropolitana de Belém", observou a deputada Heloísa Guimarães.
Para o deputado Raimundo Santos, a indicação da professora Glória Caputo, depois de 22 anos, nos mostra que o olhar social é a força de resgate para muitos. "Aqueles que clamaram pelo seu nome, conhecem o trabalho social que ela realiza, o olhar social para os que precisam de apoio para sair de uma situação difícil é algo que ela sabe construir, a música tem esse potencial. Há 66 integrantes na Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz, 34 foram formados por ela", disse ele.
"É uma volta à origem, Glória Caputo é reconhecida na comunidade artística paraense, tem um legado, uma credibilidade. Foi ela que estava durante a criança da Fundação Carlos Gomes. No momento em que o Brasil regride, no meu ponto de vista, na arte e cultura, aqui no Pará a nossa Fundação Carlos Gomes recebe novamente uma das personalidades de maior respeito no corpo artístico do Pará", avaliou o deputado Carlos Bordalo.
Segundo o deputado Ozório Juvenil, este é um novo tempo para a Fundação Carlos Gomes. "O Pará tem a oportunidade de um novo recomeço dentro do aspecto do trabalho musical com a comunidade, o Parlamento Estadual dará as condições essenciais para levar aquela instituição o apoio preciso", observou.
A deputada Renilce Nicodemos presidiu a Sessão Especial de Arguição. O decreto de nomeação do cargo de Glória Caputo foi publicado no dia 15 de janeiro deste ano. As arguições estão previstas no artigo 245 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Pará.
