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Deputado pede celeridade na investigação do atentado sofrido pelo Cacique Tembé
Reportagem: Carlos Boução
Edição: Andreza Batalha
Durante o pronunciamento do deputado Carlos Bordalo nesta terça-feira (16) no plenário Newton Miranda, solicitou providencias e celeridade nas investigações sobre o atentado contra o Cacique Lúcio Gusmão Tembé, baleado no último domingo, dia 14. O índio está internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Belém (PA). O cacique é umas das principais lideranças da aldeia Ture-Mariquita, no Vale do Acará, localizada no município de Tomé-Açu.
Segundo o antropólogo Vinícius Brito da Silva Machado, da assessoria jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o cacique não corre risco de vida, apesar de ter perdido muito sangue e de o projetil ainda estar alojado em seu rosto.
Para os indígenas, o que houve foi uma tentativa de execução, porque o tiro foi à queima- roupa, "não levaram nada, não disseram nada e usavam máscaras [cobrindo os rostos]", afirmou o antropólogo do Cimi.
Mais duas outras pessoas da comunidade o acompanhavam na viagem. O cacique e outras lideranças indígenas e quilombolas da região já tinham denunciado às autoridades federais e estaduais que vinham recebendo sucessivas ameaças de morte.
Para Bordalo, é urgente que autoridades policiais esclareçam os fatos. "Não é admissível conviver com crimes de mando, essas emboscadas não mais podemos aceitar e principalmente contra líderes indígenas", considerou.
Três outros indígenas, esses do povo Turiwara, em setembro do ano passado, foram feridos durante uma emboscada próximo à cidade de Acará, na mesma região nordeste do Pará. O não indígena, Clebson Barra Portilho, morreu na ocasião. Segundo os relatos, Portilho dirigia a caminhonete em que os três indígenas voltavam à comunidade Ramal Braço Grande.
A área indígena Turé-Mariquita tem pouco mais de 146 hectares (cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial) e foi homologada 1991.
O deputado solicitou ainda dos órgãos do governo Estado, em parceria com o Governo Federal, adoção de medidas que deem suporte às famílias não indígenas que ocupam parte da terra indígena Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará, em face do cumprimento da sentença da Justiça Federal, favorável a pedidos de ação de reintegração de posse para os indígenas.
E por outro, ao Incra a apresentação de projetos de realocação destas mesmas famílias não indígenas para outras áreas de assentamento dentro do Programa Nacional de Reforma Agrária.
