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13/11/2023 | 19h28 - Atualizada em 13/11/2023 | 19h31

Alepa homenageia 40 anos de fundação da Central Única dos Trabalhadores

Reportagem: Dina Santos

Edição: Dina Santos

Os 40 anos de fundação da Central Única dos Trabalhadores foram comemorados nesta segunda-feira (13/11), na Assembleia Legislativa do Pará, com uma Sessão Especial, solicitada pela deputada Maria do Carmo. A solenidade também marca o reconhecimento da sociedade ao papel desempenhado pela CUT na defesa dos trabalhadores, desde sua fundação, em 28 de agosto de 1983, e contou com a participação de representantes da sociedade civil e da própria CUT, a primeira central sindical criada após o golpe de 1964 e também a primeira no País a ser lançada pela base dos trabalhadores.

Na abertura da Sessão, a parlamentar destacou a iniciativa de homenagear a trajetória da CUT durante 4 décadas. "Esta Sessão é para recordar, porque é assim que nos fortalecemos para o futuro. E a CUT tem 40 anos de história para ser relembrada", ressaltou a deputada Maria do Carmo. "Para se manter com a força que tem hoje, sabemos que a CUT se renova a cada desafio, a cada momento desse legado para o Brasil. A CUT é resultado da insistência de cada brasileiro em ter direitos", avaliou ela.Deputada Maria do Carmo

Participaram da solenidade Euci Ana Gonçalves, que preside a CUT; Vera Paoloni, eleita para presidir a CUT na próxima gestão; Ângela de Jesus, presidente da Fetagri; Ana Júlia Carepa, ex-governadora do Pará; Pedro Góes, presidente do Sindicato dos Urbanitários; Deputado Carlos Bordalo, senador Beto Faro e o superintendente da Sudam, Paulo Rocha.

A deputada Maria do Carmo exaltou que os convidados aproveitassem a Sessão para fazer relatos de momentos marcantes de suas vivências na Central Única dos Trabalhadores.Deputado Carlos Bordalo

O deputado Carlos Bordalo ressaltou o sentimento que une cada integrante da CUT, durante o período de atividade, desde a criação. "A busca por uma sociedade justa e igualitária continua sendo o sonho e a utopia de cada integrante da CUT", afirmou ele.Euci Ane Gonçalves

"Que nossos 40 anos de história de resistência possam servir de sonho para todos os trabalhadores nos próximos 40 anos. Viva a Central Única dos Trabalhadores", clamou Euci Ana, atual presidente da Central.

Vários depoimentos foram feitos, com memórias e emoção que contavam a história da Central e de seus fundadores e integrantes.Vera Paoloni

"Me emociona saber o quanto da história do Brasil foi escrita com a participação da CUT e dos homens e mulheres que participam da Central. Acredito que é uma missão lutar contra toda forma de prejuízo à democracia e aos trabalhadores do nosso País. A classe trabalhadora merece ter voz e direitos", afirmou a presidente eleita da CUT, Vera Paoloni, que assume a direção da Centra ainda neste mês de novembro.

Homenagens – Ao final da Sessão Especial, a Assembleia Legislativa e a Central Única dos Trabalhadores prestaram homenagens a dez pessoas que se destacaram na história da instituição sindical. Eles receberam o Diploma de Homenagem Especial do Poder Legislativo e placas comemorativas da CUT.

Quatro décadas - De 1964 a 1985 perdurava no Brasil o regime militar, o que mobilizou a sociedade, no final da década de 1970 e meados dos anos 1980, a um amplo processo de reestruturação. e de redemocratização.

Neste cenário de profundas transformações políticas, econômicas e culturais, protagonizadas essencialmente pelos movimentos sociais, surge o chamado "novo sindicalismo", a partir da retomada do processo de mobilização da classe trabalhadora, que deram origem à Central Única dos Trabalhadores, resultado da luta de décadas de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade pela criação de uma entidade única que os representasse.

O nascimento da CUT como organização sindical brasileira representa mais do que um instrumento de luta e de representação real da classe trabalhadora, um desafio de dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras na política nacional.

A CUT é uma instituição consolidada como a maior central sindical do Brasil, da América Latina e a 5ª maior do mundo. São 3.806 entidades filiadas, 7.847.077 trabalhadoras e trabalhadores associados e 23.981.044 trabalhadores e trabalhadores em sua base.

A trajetória da CUT nessas quatro décadas fez com a Central se tornasse uma importante ferramenta para as lutas sindicais, com uma atuação fundamental na disputa pela hegemonia da classe trabalhadora e nas transformações ocorridas no cenário político, econômico e social ao longo da história brasileira, latino-americana e mundial.